Sempre disseram que ela é diferente. Sempre questionaram o motivo dela ouvir música velha, o motivo dela cheirar as folhas dos livros e dos lápis de cor, o motivo dela querer chorar quando vê as árvores sem folhas no outono, o motivo dela sorrir e chorar sem ter algum motivo para isso.
Sinceramente, eu gostaria de saber quem é ela, o que está escondido sobre os mil motivos. Eu a vejo de um jeito que ela não é, ou eu vejo apenas um dos jeitos que ela transparece ser. Eu a vejo diferentemente de todas as outras pessoas, mas, de alguma forma, igual a todas. E por mais que haja versões e versões de vê-la, estaremos sempre vendo de forma errada.
No fundo, ela não passa de um 'Don Quixote de La Macha', vive lutando contra moinhos de vento, que mais parecem gigantes prontos para devorá-la, enquanto os reais gigantes não passam de moinhos de vento. Ela continua lutando em busca de um ideal fantasioso, de algo irreal; continua transformando a realidade em loucura.. Talvez ela tenha perdido a noção do real e do abstrato por ter lido romances demais, por querer imitar seus heróis, por querer ser uma heroína, por querer mostrar que é mais importante e essencial ter a virtude de um cavalo alado do que o óleo diesel de um cavalo à vapor.
Ou simplesmente, por ela viver em busca da sua Dulcinéia, e enquanto essa ainda for senhora de seus sonhos, a espada estará em riste diante dos moinhos de vento.

Ás vezes não se perde de verdade a noção a da realidade, se escolhe uma ilusão mais confortável. O que acho perigoso, mas enfim... abração!
ResponderExcluirhehe muito bem criativo seus posts o blog tambem esta maravilhoso! :) acesse...
ResponderExcluirSite da NET | Portal de Novidades